sexta-feira, 22 de maio de 2015
Nile e Tamuya Thrash Tribe - Teatro Odisséia - 21/05/2015
Na noite em que os Deuses Egípcios e Tupã se encontraram, o público teve a chance de uma experiência incrível, ver pela primeira vez no Rio de Janeiro a lendária banda de Death Metal: Nile.
O caminho até o Teatro Odisséia foi realmente bem tranquilo, mas ainda tive que passar por um engarrafamento, o que me deixou um pouco nervoso, pois queria ver a apresentação das duas bandas, mas ao chegar ao local do evento recebo uma notícia não muito boa, o voô do Nile atrasou e no horário que a casa deveria estar recebendo os fãs e vendo o Tamuya, o Nile ainda passava o seu som, uma infelicidade fora de qualquer tipo de planejamento.
O local já tinha alguns fãs esperando e outros chegavam, mas, infelizmente a casa não encheu e mais uma vez o público Carioca não chegou junto, fazer o que né?? Infelizmente, quando a cidade voltar a ser o marasmo musical que éramos antes, as pessoas vão começar a reclamar...
Bem, deixando isso de lado, entrada ao local foi tranquila, como sempre e dentro de poucos minutos os Cariocas do Tamuya Thrash Tribe entraram em palco, como sempre com muita energia e um grito em nome de Tupã o Tamuya começou o seu curto show, com apenas 5 músicas, mas que foram muito bem recepcionadas pelo público presente e no clássico "Immortal King", esse que vos escreve, entre outros, já cantavam a música junto de Luciano Vassan, Leonardo, João Paulo "Chewbacca" e Bruno Rabello, que fizeram muito bem a abertura do evento ontem.
Bem, logo depois o o Tamuya, a casa enche um pouco mais(mas nada satisfatório, digamos...) e fica um pouco mais difícil de ficar em um local próximo ao palco e começam as surpresas, pois estamos acostumados a passagem de som vermos roadies e uma mega equipe em palco passando o som, mas não com o Nile, daqui a pouco sobe ao palco Karl Sanders, Dallas Toller Wade, George Kollias e o mais novo membro da banda, o baixista Brad Parris em palco, arrumando tudo com calma e carinho, já mostrando uma simpatia impar, pois todos ali berravam por eles e sempre que podiam se voltar ao público assim eles faziam.
Depois disso, explode no PA a maravilhosa introdução do álbum "Annihilition Of The Wicked", e logo depois da intro, "Sacrifice Unto Sebek", que não precisa dizer, caiu como uma bomba atômica no público, eu mesmo fui o cara a começar o "mosh pit" e dali em diante foi lindo, logo depois desse clássico, "Defilling The Gates Of Ishtar" e dois hinos vindos do "Those Whom The Gods Detest", Kafir e Hitting Dung Incantation, que foi executada lindamente, como todos os sons do show de ontem, daqui a pouco dois sonszaços do último disco, "Supreme Humanism Of Megalomania" e "The Inevitable Degradation Of The Flesh", sendo que, entre eles, vindo direto do primeiro álbum, Amongs The Catacombs Of Nephen-Kra, "The Howling Of Jinn", que foi mais uma bomba no público.
Os caras em palco mandam bem demais, vale lembrar que, o Nile não é uma banda de "correr em palcos", fazendo milhões de coisas, o nível técnico das cordas, a bateria altamente instrínsica não deixa eles serem altamente enérgicos, mas, eles ainda assim, conseguem ter um contato com o público incrível, batendo cabeça e sempre muito carinhosos, um exemplo foi em um momento em que eu estava em frente a Karl Sanders e sim, estava me esforçando a cantar com eles e ele pediu ao público pra gritar FUCK YEAH pra mim e pra todos os outros, isso prova a humildade e como eles tentam chegar no público deles.
Voltando ao show, depois desse pequeno desfile de belas 7 músicas, Sarcophagus chega pra dar aquela segurada, por ser uma música um pouco mais cadenciada e mesmo assim, o público estava completamente conectado a apresentação e agitou como nunca, deixando o pessoal do Nile ainda mais feliz em ver toda a movimentação e participação da galera, logo depois, vem, aquela que pra mim é considerada o "Hino", uma das melhores músicas já gravadas pela banda, do Annihilition Of The Wicked, "Lashed To Slave Stick" e amigos, parece que o Escravizador baixou o "sarrafo" na galera, que agitava, cantava essa música insandecidamente e realmente, ela é especial demais, que momento senhores, que momento!! Pra fechar a noite com chave de ouro, desenhada em um "Ankh"(cruz egípcia com a parte de cima boleada"), "Black Seeds Of Vengeance", lindo, impossível o Nile ter fechado melhor sua primeira passagem pelo Rio.
Agora, vamos a umas pequenas considerações, sobre a qualidade de áudio nos shows, nesse ponto, como eu sempre acho e comento com todos, o Teatro Odisséia tem uma estrutura de áudio ótima e tudo ontem estava nítido e perfeito, conseguíamos ouvir tudo perfeitamente, das duas bandas, ponto positivo, mas por outro lado, por ter sido a primeira vez do Nile no Rio de Janeiro, um set com apenas 10 músicas, tendo sido um show que se findou em mais ou menos 50 minutos foi pouco demais, mas eles nos deixaram aquele clássico "gostinho de quero mais" e espero que eles retornem e que o público melhore e chegue junto, porquê pra chorar depois é fácil demais.
E assim foi a noite de ontem, perfeita e sensacional, ver mais uma vez Tupã "trocando figurinhas" com Deuses de outras culturas, dessa vez Egípcios e Sumérios foi ótimo, fica aqui o meu sincero parabéns a Blog N´Roll Produções, que vem mantendo a chama do Underground Carioca com eventos de qualidade ímpar.
Nile e Tamuya Thrash Tribe pelos olhos de Daniel Croce.
Nile pelos clicks de Allan Barata.
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